quarta-feira, 3 de março de 2010

UM CORDEL PARA O BORDEL - BBB

quarta-feira, 3 de março de 2010 0



PODERIA FICAR
SEM ESSA
NÉ "SEU BIAL"?...


É inegável a inteligência e competência do jornalista Pedro Bial. Também é notável, a veia poética e a cultura desse profissional que construiu ao longo dos anos uma imagem de respeito junto ao público que sempre o tratou com admiração e carinho.
Eis que surge o Sílvio Santos copiando um programa estrangeiro - então, uma febre em todo o mundo chamado Big Brother - e lança no seu SBT a versão genérica local intitulada Casa dos Artistas. O formato era idêntico ao do reality show gringo, apenas com a diferença de ter artistas conhecidos, em vez de anônimos candidatos a celebridades entre os concorrentes confinados numa casa, num autêntico jogo de esforço, paciência, (in)tolerância, pirraça e enfrentamento.

O IBOPE bate alto. O SBT nocauteia o Fantástico já no dia do lançamento da Casa dos Artistas e nos domingos posteriores também. Pânico no Jardim Botânico. Nos corredores da Globo ouve-se a ordem: "Vamos lançar logo o nosso Big Brother, pois afinal de contas o direito de produzi-lo e exibi-lo aqui no Brasil é da gente!"
Correm contra o tempo, montam tudo em velocidade recorde e convocam um casal para a apresentação: a atriz Marisa Orth e o jornalista Pedro Bial são os escolhidos.
Completamente sem graça, meio que envergonhada, constrangida e achando-se uma orca entalada numa banheira, Marisa, lúcida e rápida, depois dos primeiros programas e em menos de uma semana, pulou fora, "vazou", pediu dispensa e foi bastante franca: "Não dá pra mim!". Desejo resepeitado, a bomba ficou para o Pedro. E o Pedro não parou num "pára-pedro-pedro, pára". Pelo contrário. O Pedro continuou, caiu de cabeça, abraçou a idéia, vestiu à camisa e mergulhou fundo! A Globo sacou sua metralhadora e tascou à zorra em série: rajadas de BBBs! : 1,2, 3, 4, 5, 6, 7, 8... 9 e 10! Dez edições! Dez sem sair de cima! Viagra televisivo, Ecstasy de IBOPE! Haja fôlego!

E tome celebridades instantâneas alimentando seções do Paparazzo e capas da Playboy e afins. E era um tal de "bambam, didi, tonton, sol, manu,leka,pink,domini" e o diabo a quatro!
Muita gente viu incompatibilidade no conteúdo da atração com a capacidade, perfil e biografia do apresentador. Algo como Chico Buarque passar a compor funks pornográficos, participando das festas nos salões da folia com direito a dançar "Créééééu!" Mas o Pedrão aguentou. Pisou fundo e tá lá, resistindo...

Uma pena, mas conseguiu sobreviver. E o pior: associou sua imagem ao programa. Viraram gêmeos siameses. Mas do que isso, viraram uma coisa só. Um BPB - Um Big Pedro Bial. Ninguém pode imaginar mais o programa sem a sua ("lá dele") cara.
Dos rincões de Santa Bárbara-BA chega uma providencial e afiada - como peixeira de cangaceiro - crítica ao programa e claro, ao Bial. Que como vimos, mixou sua imagem - algo como como um pacto maldito - ao programa.
O Autor é Antonio Barreto.
Lamento Pedro, mas quem mandou você virar Pedro BBB?...

Kraniometálico, 04 de março de 2010

Leiam:

Curtir o Pedro Bial / E sentir tanta alegria
É sinal de que você / O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal / É preguiçoso mental
E adora baixaria.
Há muito tempo não vejo / um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo / Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar / Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.
Me refiro ao brasileiro / Que está em formação
E precisa evoluir / Através da Educação
Mas se torna um refém / Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.
Em frente à televisão / Lá está toda a família
Longe da realidade / Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente / Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.
Cuidado, Pedro Bial / Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador / Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis / Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.
O seu pai e a sua mãe, querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis / E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar / Pra manter e te educar
Com esforço especial.
Muitos já se sentem mal / Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes / Se enchem de calafrio
Porque quando você fala / A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.
Um país como o Brasil / Carente de educação
Precisa de gente grande / Para dar boa lição
Mas você na Rede Globo / Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.
Respeita, Pedro Bienal, / Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada / E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco / Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.
Enquanto a sociedade / Neste momento atual
Se preocupa com a crise / Econômica e social
Você precisa entender / Que queremos aprender
Algo sério – não banal.
Esse programa da Globo / Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre / Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza / A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.
A moral e a inteligência / Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam / Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética / Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.
Não se vê força poética / Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade / Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente / É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.
Talvez haja objetivo,“professor” Pedro Bial,
O que vocês estão querendo / É injetar o banal
Deseducando o Brasil / Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.
Isso é um desserviço / Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança / Educação e atitude
Porém a mediocridade / Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.
É grande o constrangimento / De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso / Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina / A gastar adrenalina
Nesse mar de palhaçadas.
Se a intenção da Globo / É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente / Refém do seu poder,
Pois saiba que a exceção (Amantes da educação)
Vai contestar a valer.
A você, Pedro Bial / Um mercador da ilusão
Junto à poderosa Globo / Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor: Reflita no seu labor e escute seu coração.
E vocês caros irmãos / Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações / Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo / Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.
E quando chegar ao fim / Desse Big Brother vil
Que em nada contribui / Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade: Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.
E saiba, caro leitor / Que nós somos os culpados
Porque saem do nosso bolso / Esses milhões desejados
Que são ligações diárias / Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.
A loja do BBB vendendo só porcaria / Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade / Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia. / Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol, baixaria e carnaval.
Queremos Educação / E também evolução
No mundo espiritual.
Cadê a cidadania / Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos / Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados e vamos ficar calados
diante de enganadores?
E Barreto termina assim alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco /
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração / Tomando uma decisão
Ou, então, siga, animal…


FIM
Salvador, 16 de janeiro de 2010

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

POESIA URBANA

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010 0
LÁGRIMAS
E LAMA

Caí a chuva
Caí com força
Leva as pedras
Leva o barro
Leva as casas
.......................................................A caminho do mar...
A natureza molhada
Na força das águas
Carregou as árvores
Carregou as pessoas

São vítimas
São mortes
São nomes a catalogar

São pertences
São tristezas
São saudades

Somente, tão somente
Lágrimas e lama

A terra soterrou
Mudou a paisagem
Sujou a viagem
Levou a alegria

Adeus a passagem
De 2009
Para 2010
.
Angra dos Reis
Perdeu os turistas
Perdeu a linda vista
dos barcos
.
Apenas um nome:
Yumi
A ser lembrado
Como tantos outros...
.
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Pato Manco
05/01/2010

sábado, 19 de dezembro de 2009

sábado, 19 de dezembro de 2009 0



O IMPACIENTE TERMINAL

Minha mente inquieta,
me faz ás vezes brutamontes,
ás vezes poeta,
um impaciente terminal
vulnerável à aporrinhações
e sem blindagem no saco escrotal...

Pavio curto, tolerância zero
que decreta guerra aberta
com vigilância, atenta, esperta
distância de certas sacanagens é o que quero...

O impaciente terminal não tolera,
não compactua, não “joga pra galera”
não faz média, não finge, não falseia
não se torna agradável
para ser palatável ao deguste dos canalhas,
para depois envergonhado não ter que cinicamente dizer:
“perdoem à nossa falha”...

Vira o canal quando aparece na tela
os “detonas”, “os varíolas”, “os panelas”...
os que trazem fome e sangue nas bocas médias, pequenas e grandes
que adoram uma boquinha - Bocas de rinoceronte em gente de alma miúda -
Que causa asco na vestimenta moderna de carrasco
politiqueiros e engravatados de fome graúda
Insaciáveis, insensíveis, miseráveis

O impaciente terminal não é um homem-bomba
por ser radical,
usa o isolamento como vacina,
a distância que protege do convívio que contamina
No ar que não pode com eles ser compartilhado
por serem fontes que deixam o horizonte
infestado...

Ser impaciente terminal é lutar pra ser coerente
é tentar trilhar decente
nos caminhos cada vez mais difíceis
dessa vida doente...

Kraniometálico, 17 de dezembro de 2009

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009 0

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MANIFESTO - VAMOS CORTAR O MAL PELA RAIZ!

Nós eleitores temos uma grande arma: o VOTO! Façamos a nossa parte nas próximas e futuras eleições. Convoco a todos os brasileiros que quer ainda fazer do país, um país de respeito a “cortar o mal pela raiz” não elegendo os políticos e nem os partidos que representam as fraudes, os roubos e as corrupções que acontecem no Brasil.
Vamos retirar do mapa da política todos aqueles que mancham nossa dignidade e boa-fé como eleitores e cidadãos. Precisamos, sobretudo, de continuar acreditando e sendo atendidos, pelo menos nas questões básicas: saúde, educação e segurança. Todo dinheiro desviado deveria ter sido investido nas pessoas carentes, miseráveis. Uma pátria injusta que fabrica bandidos de colarinho.
Chega de sabermos da má política e seus mensalões, de políticos, aliados e parentes fazendo parte de uma corja de ladrões do dinheiro público. Temos de fazer valer nosso voto, elegendo um político honesto com uma política limpa, transparente e solidária!
Chega de ficarmos olhando tudo e sem nada fazer. Sair pela rua em passeata e em protesto. Saiba: de nada adianta, pois seremos mortos de pancada, além de perdemos a razão. O certo é no dia da eleição NÃO VOTAR NELES deixando todos eles impotentes em ver nas urnas nosso protesto de dizer não a isso tudo que tá ai: Dinheiro na cueca, dinheiro na meia e em paraísos fiscais, além das CPI`s que não dão em nada e nós brasileiro pagando altos impostos e a conta dos políticos mal-feitores com sua política nefasta.
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Venha fazer parte desse MOVIMENTO DOS SEM VOTO – MSV com a vontade de mudar a cara do Brasil. Vamos cortar o mal pela raiz! E no dia da eleição vamos enterrar esses maus elementos.
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Pato Manco e Krânio metálico
em 16/12/2009

sábado, 5 de dezembro de 2009

POESIA URBANA: INDIGNAÇÃO

sábado, 5 de dezembro de 2009 0

É DO POVO

E a política ainda existe?
E os políticos fazem política?
Onde estão os bons políticos?
De cara limpa e não envernizadas
De palavra-verdade e não mentiras nas palavras.

Queremos validar nosso voto
Queremos eleger
E não sermos enganados.

Como não perceber o “novo” político
De ambição em vez de projetos coletivos
De mensalões e plantações de laranjas
De mãos sujas pelas inúmeras propinas
Das desculpas esfarrapadas
Do dinheiro nas cuecas, meias e paletó
Do riso, cinismo e da negação
Diante do vídeo, reportagens e comprovação
Serão todos políticos-ladrões?

Pela TV toda quinta tem
Partidos, plataforma e a lembrança da eleição
Em 2010 teremos a chance da vingança
De lavar a política com água sanitária
Esfregar até sumir toda sujeira
Das legendas, emendas e candidatos
E dos políticos-ratos que fingem
Não comer o que vê no prato
Saibam:
- O queijo é para todos!
- Nós também temos direito!
(De comer o que é bom)

Assim ficamos mais pobres
Assim ficam eles mais ricos
No país das grandezas
Dos milhões, dos bilhões
Que é do povo.
-
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Leon Danon
04/12/2009

CARTUM DO MÊS


DA SÉRIE "BRINCADEIRAS" DE BRASÍLIA:
ESCONDE-ESCONDE

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

terça-feira, 1 de dezembro de 2009 1

OVERDO$E NA VEIA - DINHEIRO NA CUECA E NA MEIA

Paulo Gomes

Farinha na cuia, grana na cueca
pizza, panetone e meleca
não há jeito, nem com reza braba,
nem galho de arruda
a pança do bicho é parruda...

Na meia, cueca ou cloaca
eles enfiam dinheiro
nos achando completos babacas
ou idiotas por inteiro

A bagaça é geral
descaração institucionalizada
classe política amoral
feito infecção generalizada

Cheiram pó de propina
tomam porres homéricos

tanto os bandidões originais
quanto os seus assemelhados genéricos

Banqueteiam-se em mesas fartas
variados tipos de famintos:
arrudas, malufes, fernandos, jeffersons,
dirceus, ribamaraes, martas....
... mortas as esperanças
dilacerados jovens e crianças
O apetite é voraz,
a fome por dinheiro, feroz
o que farão com eles?...o que será de nós?...

Partidos que são meras sopas de letrinhas,
siglas de mentirinha: PW, PTdoV, PQP
Tucanos, corvos, carcarás,
maníacos e DEMoníacos,
aves de rapina e de Satanás

Exterminadores de futuro
semeadores do Mal
briga de foice no escuro
traficante e juiz, um e outro,
deliquentes tal e qual...
Orgia, suruba, mensalões-bacanal
virando tema e samba-enrêdo das escolas de carnaval...

Lavagens de dinheiro e cerebral
- deveria ter também a estomacal -
vômitos dos recônditos, alcovas do chacal

cueca virou cofre,
a meia, maleta
e ainda dizem que o culpado é o capeta...
como o brasileiro sofre...

Pátria corroída
riqueza dilacerada
restos e migalhas
não de comida,
mas de dinheiro roubado
suntuoso e fétido lixo
disputado à tapa pelos bichos...
1º./12/2009
 
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